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Saúde

Perguntas e respostas sobre a caxumba

Guia da Farmácia Por Guia da Farmácia 24 de junho de 2016 Atualizado em: 01 de agosto de 2018 Nenhum comentário 4 Minutos de leitura

O número de casos de caxumba registrados neste ano no Estado de São Paulo já é o maior desde 2008, segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual da Saúde.

Por isso é necessário orientar sobre a doença, para que o consumidor possa se prevenir:

1 – O que é a caxumba?

É uma doença viral e altamente contagiosa transmitida por gotículas de saliva ou por contato com a saliva contaminada, como em talheres ou por beijo.

2 – Quais são os sintomas?

O mais conhecido é o inchaço nas glândulas salivares, principalmente as parótidas. Os pacientes podem ter febre, náuseas, dor no corpo e dor de cabeça. Mas 30% a 40% das pessoas não apresentam sintomas.

3 – Como é feito o diagnóstico?

Os sintomas ajudam no diagnóstico, mas exames como sorologia e ultrassonografia são indicados para confirmar a contaminação.

4 – Qual é o período de incubação?

Em geral, o período de incubação é de 16 a 18 dias, mas há casos em que pode chegar a 25 dias.

5 – É uma doença contagiosa?

Sim. A caxumba pode ser facilmente transmitida por gotículas de saliva e uma pessoa contaminada pode passar o vírus mesmo antes de começar a manifestar os sintomas.

6 – Por que os homens costumam ficar mais preocupados com a doença?

Fala-se que a “caxumba pode descer” em homens, que é quando há uma inflamação nos testículos. Essa consequência da caxumba costuma ser bastante incômoda por causar aumento da bolsa escrotal e dor na região. Geralmente, é necessário utilizar um tipo de suspensório com tecido médico para segurar os testículos. Em 5% dos casos, o homem pode apresentar infertilidade após ter a doença. É raro que esse tipo de inflamação ocorra nos ovários, no caso das mulheres.

7 – Quais são as complicações que os pacientes podem ter?

Em alguns casos, o paciente pode evoluir para quadros de meningite, encefalite e pancreatite.

8 – Como é feito o tratamento?

Como não há medicação específica para a doença, as recomendações são repouso e hidratação. Os médicos costumam receitar analgésicos e anti-inflamatórios.

9 – Quais cuidados devem ser tomados para evitar a contaminação de outras pessoas?

É fundamental não ir ao trabalho, à escola e demais locais públicos após receber o diagnóstico. O paciente não deve compartilhar talheres, pratos e copos, e deve lavar as mãos.

10 – Como evitar a contaminação com o vírus?

A principal recomendação é tomar a vacina. São necessárias duas doses para ter a imunização completa. Também é importante evitar locais com aglomeração.


Fontes: Graziella Hanna Pereira, infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos; Ralcyon Teixeira, médico infectologista e supervisor do pronto-socorro do Emílio Ribas;

Raquel Muarrek, infectologista do Hospital Leforte; Ministério da Saúde

Foto: Shutterstock 

 

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