Destaques & lançamentos

Como conversar sobre higiene e coronavírus com crianças e adolescentes

Atividades lúdicas e práticas, além de manter os pequenos informados são boas estratégias para ajudar a evitar a transmissão

Apesar das crianças serem pouco afetadas pelos sintomas do coronavírus, elas também exigem cuidado e atenção, da mesma forma que adultos. Por isso, conversar com os pequenos sobre higiene pessoal é um cuidado essencial nesse período que o mundo vive, para que elas tenham compreensão da seriedade, porém sem desenvolver ansiedade. Para tanto, a coordenadora educacional do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM), Luci Chaves, recomenda que os pais devem pensar em alternativas lúdicas para ensinar os filhos a se cuidarem, além de manterem as crianças bem informadas.

“Aprecio e indico a maneira lúdica para abordagem com as crianças, pois isso colabora com uma linguagem descontraída. Assim, favorecendo a compreensão na demonstração à ação do coronavírus em relação aos cuidados de higiene que se deva ter”, recomenda a especialista.

Dentre as alternativas indicadas por Luci Chaves estão vídeos, histórias em quadrinhos, músicas e experiências com objetos concretos. Uma forma de explicar a importância da higiene pessoal com uma demonstração “científica” é utilizando dois pratos, um com água e orégano e outro prato com água e sabão. Ao colocar o dedo no prato com orégano (uma representação para o vírus) após ter colocado o dedo na água com sabão, a criança é levada a compreender como a limpeza mantém o covid-19 distante.

Coronavírus em crianças

Os adultos devem manter as crianças informadas, principalmente por fontes confiáveis. No entanto, isso requer cuidado para que os pequenos não desenvolvam ansiedade, já que a medidas preventivas também precisam levar em conta a psiquê dos pequenos. “Cuidar do compartilhamento de informações alarmistas. Isso porque pode provocar insegurança e angústia em relação aos familiares mais idosos neste período de isolamento social”, alerta a educadora. Isso também deve incluir a substituição de visitas físicas aos avós e a outros familiares idosos por chamadas de vídeo.

Por razões ainda não conhecidas, a taxa de infecção entre crianças e adolescentes costuma ser bastante baixa. Todavia, existe a possibilidade de estarem contaminadas e não apresentarem sintomas, o que as tornam vetores de transmissão, ou seja, mesmo sem serem afetadas, as crianças passam a transmitir o covid-19 para outras pessoas, com sérios riscos de atingir grupos de risco.

Luci Chaves lembra que ainda não existe vacina nem remédio para combate o coronavírus. “A melhor medida contra a infecção é a rigorosa higienização como uma ação preventiva”, diz. Além de ensinar os pequenos a lavarem bem as mãos, a educadora recomenda constante higienização do ambiente, inclusive dos brinquedos, computadores e celulares. “Num ambiente higienizado o vírus não sobrevive, então se todos nós estivermos cuidando da higiene certamente o vírus não prevalecerá”, declara a coordenadora do CPM.

Cuidados com a higiene durante a pandemia do coronavírus

O cuidado com a saúde física também não pode ser deixado de lado. Uma boa forma é estimular os exercícios físicos, por meio de brincadeiras reinventadas, para fazê-las gastarem energia. Também é importante que o cartão de vacinação esteja em dia.

Outras medidas indicadas pela professora incluem cuidados com higiene bucal, manter uma alimentação saudável, com frutas, legumes, sucos naturais e água fresca, bem como cuidados ao tossir ou espirrar, sempre utilizando os cotovelos ou um lenço e nunca as mãos. Para os adolescentes, Luci Chaves recomenda o isolamento social, com o aproveitamento das redes sociais para manter conversas e amizades. “O momento que estamos passando requer atenção, vamos juntos na prevenção contra a infecção”, aponta a professora.

Além de todos esses cuidados, os pais também devem ter atenção com a higiene contínua de si e dos filhos: não esquecer de lavar sempre as mãos com água e sabonete; caso necessitem sair, ao retornar, deixar os calçados na entrada da casa e tomar banho; ao retornar do supermercado, higienizar os alimentos comprados; cuidar da alimentação e higiene bucal. “Os pais devem se desdobrar neste cuidado, o que não nos furta a executar na mesma intensidade conosco. Todos nós, somos desafiados a levarmos a sério a prática da higienização”, conclui a professora.

Foto: Shutterstock

Fonte: Colégio Presbiteriano Mackenzie

 

Indique para um amigo ... Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email
Print this page
Print

Deixe um comentário