EMS cria projeto para auxiliar retomada de transplantes durante pandemia

A EMS lança projeto Transplante Seguro para conscientizar as pessoas sobre a importância dos transplantes de órgãos durante a pandemia, que caiu 6,5%

Durante a pandemia, o número de transplantes de órgãos caiu. E para conscientizar as pessoas, a EMS lança projeto Transplante Seguro.

Um dos muitos reflexos negativos da pandemia do novo coronavírus para a saúde foi a considerável queda no número de transplantes no País.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de doadores efetivos caiu 6,5% em comparação ao primeiro semestre do ano passado.

Além disso, a lista de espera para recebimento de um órgão cresceu 15% no mesmo período.

Diante desse cenário, a EMS, que tem forte atuação no segmento, se mobilizou para criar o projeto Transplante Seguro.

A iniciativa que tem como objetivo apoiar a retomada dos transplantes e as pessoas que necessitam de doações de órgãos em território nacional.

O projeto Transplante Seguro

O projeto consiste na disponibilização de testes RT-PCR Covid-19 para importantes centros e serviços de transplantes do País.

Uma vez que, por protocolo da ABTO, a cirurgia hoje só pode ocorrer após testagem negativa para Covid-19.

“Acompanhamos de perto a triste realidade da queda dos números de doações. Como uma empresa de saúde, queremos contribuir para que esse cenário seja mudado rapidamente e não deixar o transplante morrer no Brasil“, afirma o diretor da unidade Hospitalar da EMS, Alexandre Gonçalves.

Além dessa iniciativa, a EMS atua em diversas frentes de fomento a transplantes no Brasil.

Uma delas, o patrocínio das atletas transplantadas Débora Reichert, Patricia Fonseca e Priscilla Pignolatti.

Ambas participariam do Ironman 70.3, etapa Florianópolis, competição adiada devido à pandemia, mas que promoveram no lugar o Kms pela Doação.

Foi um desafio esportivo em 27 de setembro, Dia Nacional da Conscientização sobre Doação de Órgãos, para mobilizar, cada vez mais, pessoas em prol de uma causa: a importância da doação de órgãos.

Transplantes do Brasil

No fechamento do primeiro semestre de 2020, a ABTO informou que 40.740 pacientes estavam na lista de espera para vários tipos de transplantes no Brasil.

Os dados mostram que houve diminuição no número de transplantes de pâncreas (-29,1%), pulmão (-27,1%), coração (-27,1%), rim (-18,4%) e fígado (-6,9%)

E, de forma mais acentuada, de córneas (-44,3%) em comparação ao primeiro semestre de 2019.

Para evitar o risco de contaminação pela Covid-19 durante a internação, também houve queda nos transplantes com doador vivo, tanto de rim (-58,5%) quanto de fígado (-23,6%).

A Covid-19 tem colaborado para essa redução, embora a recusa familiar continue se mostrando o principal entrave à doação.

Foto: Divulgação

Fonte: Snif Brasil

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