A venda de repelentes nas farmácias no verão

O clima de verão favorece os mosquitos

O clima quente traz, junto dele, maior incidência de mosquitos. Não por acaso, cresce a procura por repelentes. Os produtos ajudam a proteger não somente das picadas inconvenientes, mas de doenças transmitidas pelos insetos – como a dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

“O clima de verão favorece o Aedes aegypti. A combinação de chuva e calor é perfeita para que o mosquito se prolifere de forma rápida, aumentando assim os casos das doenças”, comenta a supervisora técnica de Pesquisa & Desenvolvimento da Baruel, Andrea Gutierrez.

Os repelentes convencionais podem ser formulados com DEET, Icaridina e IR3535. Os três princípios ativos são recomendados contra o mosquito Aedes aegypti, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde (MS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O efeito dos repelentes se dá pelo ‘efeito nuvem’, ou seja, após a aplicação, o produto evapora e forma uma ‘nuvem’ em volta da pele que repele o inseto. Para que isso ocorra, a fórmula deve ser desenvolvida com os balanceamentos corretos”, explica Andrea.

De acordo com OFF®, sua ação (falando especificamente de DEEP e Icaridina) depende principalmente da concentração do princípio ativo em cada produto. Quanto maior a concentração, maior a duração. Entre os formatos disponíveis no mercado estão os cremes, sprays, géis e aerossóis.

“O efeito dos repelentes se dá pelo ‘efeito nuvem’, ou seja, após a aplicação, o produto evapora e forma uma ‘nuvem’ em volta da pele que repele o inseto. Para que isso ocorra, a fórmula deve ser desenvolvida com os balanceamentos corretos”, explica Andrea.

Todos os produtos são eficazes e o formato deve ser escolhido de acordo com a preferência do consumidor. Enquanto um shopper pode preferir cremes, outro pode preferir as pulverizações e aerossóis como aplicação, dependendo da aplicação mais rápida e da conveniência. Acima de tudo, os consumidores devem seguir as instruções do rótulo.

A maior parte dos repelentes é indicada para adultos e crianças a partir de dois anos de idade. Para uso em grávidas, a recomendação deve ser feita pelo médico de confiança, assim como para crianças entre zero e dois anos.

Entre as principais dicas de aplicação, OFF® cita a importância dos repelentes serem usados em pele e roupas expostas – nunca por debaixo da roupa. Além disso, deve ser usado após qualquer outro produto na pele (como maquiagem e protetor solar). É necessário evitar o contato com os olhos, lábios e orelhas e nunca ser usado sobre cortes, feridas ou pele irritada. Ao usar no rosto, o repelente deve ser aplicado primeiro nas mãos e, em seguida, distribuído sobre o rosto e o pescoço.

O aumento da temperatura e os dias de folga revelam demanda maior por produtos típicos do verão.

Foto: Shutterstock

Marco histórico

Edição 300 - 2017-11-01 Marco histórico

Essa matéria faz parte da Edição 300 da Revista Guia da Farmácia.

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