Outubro Rosa: informações que toda mulher precisa ter sobre câncer de mama

É essencial que a paciente saiba que a descoberta da doença pode estar longe de ser apenas uma sentença negativa

Apesar do crescente número de casos da doença – só em São Paulo, são esperados 18.280 novos casos de câncer de mama em 2021, de acordo com a estimativa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) – em contrapartida, nos últimos anos ocorreram importantes avanços nos tratamentos, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a busca da individualização de todo esse processo.

De acordo com o oncologista Daniel Gimenes, do CPO Oncoclínicas, o tratamento varia de acordo com o estágio do tumor e suas características, além de depender também das condições da paciente – fatores como idade, comorbidades e status menopausal.

“O prognóstico do câncer de mama também depende desses fatores. Quando a doença é diagnosticada no início, as chances de cura são elevadas acima de 90% com o tratamento. No entanto, quando há evidências de metástases, todos os procedimentos passam a ter como objetivo principal o prolongamento da sobrevida e melhora da qualidade de vida da paciente”, explica Dr. Daniel.

Ainda de acordo com o oncologista, o acesso à informação de qualidade é um grande aliado no combate à doença.

“O diagnóstico não é o fim, mas sim uma continuidade, que não deve ser encarada com medo. Por isso, faça exames e mantenha a rotina das consultas médicas independente da idade. Confie no seu médico, compartilhe seus anseios e não confie em tudo que lê na internet, tomando cuidado principalmente com as fake news sobre a doença”, alerta.

Confira as principais informações que todas as mulheres devem saber sobre câncer de mama, esclarecidas pelo Dr Daniel Gimenes:

Com que idade as mulheres devem começar a fazer exames anuais?

É importante fazer mamografia a partir dos 40 anos, mas já existem exames que são capazes de detectar alterações em mulheres mais jovens, como ultrassonografia e ressonância magnética,.

Já que a mamografia apresenta limitações nesta faixa etária, devido às mamas densas das pacientes, o que dificulta a identificação de eventuais tumores.

Vale lembrar que o auto exame, apesar de ser importante para o conhecimento do corpo, não é a melhor forma de detectar o câncer de mama precocemente – quanto o tumor já é palpável, é porque provavelmente já está mais avançado.

Como prevenir o surgimento de tumores?

Manter uma alimentação balanceada (priorizando alimentos in natura e evitando ultraprocessados e bebidas alcoólicas), praticar atividade física regularmente, manter o peso corporal adequado.

E, caso tenha a oportunidade, aderir ao aleitamento materno, são hábitos que podem reduzir em até 28% o risco de desenvolver câncer de mama, além de evitar a recidiva da doença.

É possível engravidar após passar pelo tratamento de combate ao câncer de mama?

Em casos de mulheres jovens, existem técnicas para a preservação de fertilidade durante o tratamento oncológico.

No entanto, é importante que a paciente converse com o seu médico sobre os riscos e as possibilidades logo que receber o diagnóstico – antes mesmo de iniciar o tratamento.

A forma como essa preservação será feita deve ser totalmente individualizada, levando em conta o estado geral da paciente e seus anseios.

As opções normalmente são: congelamento de óvulos ou de embriões, congelamento do tecido ovariano e supressão da função ovariana.

O tratamento do câncer de mama exige obrigatoriamente a remoção cirúrgica completa da mama?


Hoje em dia, nos casos de câncer de mama em estágio inicial, a cirurgia mutilante perdeu muito espaço para tratamentos mais conservadores, como a resseccao segmentar!

O câncer de mama é necessariamente hereditário?

Nem todo câncer de mama é hereditário – ou seja, uma mutação herdada.

No entanto, a mutação genética pode ocorrer ao longo da vida, em razão de condições externas, como estilo de vida e ambiente.

Existem alternativas para que não haja queda de cabelo durante o tratamento?

Não são todos os tratamentos oncológicos que são responsáveis pela queda capilar.

A quimioterapia é um tratamento que afeta as células que se multiplicam com frequência, como as responsáveis pelo crescimento do cabelo, causando alopecia no paciente.

Existem alternativas para que não haja queda de cabelo durante o tratamento?

Não são todos os tratamentos oncológicos que são responsáveis pela queda capilar.

A quimioterapia é um tratamento que afeta as células que se multiplicam com frequência, como as responsáveis pelo crescimento do cabelo, causando alopecia no paciente.

Porém, atualmente existe uma técnica capaz de preservar a maior parte dos fios:

A crioterapia – uma touca gelada que resfria o couro cabeludo e promove a contração dos vasos sanguíneos.

Tal esfriamento cria uma espécie de capa protetora que preserva os folículos pilosos e reduz a quantidade de medicamento que chega às raízes, o que reduz a queda capilar.

É importante que cada mulher tenha autonomia e protagonismo de definir o que é melhor para si:

Raspar o cabelo, buscar próteses capilares ou optar por alternativas que diminuam a queda dos fios.

Mitos e verdades sobre o câncer de mama 

Fonte: CPO Oncoclínicas

Foto: Ssutterstock

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