Remdesivir é liberado para pacientes de Covid-19 que não precisam de oxigênio suplementar, diz Anvisa

Antiviral foi o primeiro medicamento aprovado para uso em pacientes hospitalizados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última segunda-feira (23), a utilização do antiviral remdesivir para pacientes de Covid-19 para “pacientes adultos que não necessitem de administração suplementar de oxigênio e que apresentem risco aumentado de progredir para caso grave”.

O Remdesivir é produzido pela biofarmaceutica Gilead Sciences e o seu nome comercial é Veklury. Trata-se de um medicamento sintético administrado de forma intravenosa (injetado na veia). Ele age impedindo a replicação viral.

Em março do ano passado, o remédio já tinha recebido aval para utilização em pacientes hospitalizados com Covid.

No entanto, seu uso estava restrito apenas a “pacientes adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 12 anos e com peso corporal de, pelo menos, 40 kg) com pneumonia que requeiram administração suplementar de oxigênio (oxigênio de baixo ou alto fluxo, ou outra ventilação não invasiva no início do tratamento)”.

Remdesivir para tratar a Covid-19 em pessoas hospitalizadas que não precisam de oxigênio

Agora, de acordo com a Anvisa, o tratamento para a nova indicação deve ser iniciado assim que for possível, após o diagnóstico de Covid-19 e dentro de sete dias depois do aparecimento dos sintomas.

“A duração total do tratamento deve ser de três dias. A recomendação é de dose única de 200 mg de remdesivir no primeiro dia, administrada por infusão intravenosa, e 100 mg nos dias seguintes, uma vez por dia, também por infusão intravenosa”, afirma a agência.

“Deverão ser mantidas as mesmas condições de segurança para a administração do medicamento em ambiente ambulatorial, já estabelecidas na bula do Veklury, como, por exemplo, a realização de testes laboratoriais hepáticos e renais em todos os pacientes, antes do início do tratamento”, esclarece a Anvisa.

Remdesivir: o que é, como funciona, cura o coronavírus?

Fonte: G1

Foto: Shutterstock

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