Rio de Janeiro libera vacinados contra Covid-19 a visitar pacientes internados

Nova resolução permite a presença de pessoas que comprovem a imunização com duas doses de vacina contra o novo coronavírus. Médico destaca altos níveis de transmissão e diz que ainda não é hora

Vacinados contra a Covid-19 vão poder visitar parentes internados em hospitais no Rio de Janeiro (RJ).

Isto porque uma resolução da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, publicada na última segunda-feira (17) no Diário Oficial do Município, autoriza internados em hospitais da cidade a receber visitas de pessoas que tenham tomado, há pelo menos 14 dias, a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

O texto reitera o uso obrigatório de máscara para entrada nas unidades de saúde.

A direção dos hospitais tem autonomia para decidir quando começarão as visitas, bem como os horários e regras próprias em cada unidade, informa a secretaria.

A medida preocupa o médico epidemiologista, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Guilherme Loureiro Werneck.

De acordo com Werneck, é plausível que se tenha algum grau de flexibilização com pessoas que tomaram as duas doses.

Inclusive para que todos entendam os benefícios da vacinação, mas autorizar a visitação hospitalar não seria adequado por enquanto.

A saber, a visita hospitalar a pacientes internados, com Covid-19 ou com outra enfermidade, estava suspensa na rede municipal de saúde desde abril do ano passado.

Dessa maneira, a restrição foi uma das medidas adotadas para impedir a disseminação do novo coronavírus.

Para a maior parte da população, por enquanto, a situação permanece inalterada.

Isso porque os dados oficiais informam que 853 mil pessoas receberam a segunda dose até o momento.

O que representa, então, pouco mais de 12% dos moradores da capital fluminense.

Vacinas

Todos os três imunizantes atualmente em uso na cidade são aplicados em duas doses.

No caso da CoronaVac, o intervalo indicado entre as duas aplicações é de 28 dias.

Para a Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa Astrazeneca e fabricada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o período entre as duas doses é maior: três meses.

A vacinada produzida pela Pfizer e pela biofarmacêutica BioNTech, começou a chegar ao país nas últimas semanas.

Embora a bula dos fabricantes indique o intervalo de 21 dias entre as duas doses, o Ministério da Saúde (MS) decidiu, então, adotar um período de três meses.

Eventos

Com publicação prevista para esta semana, outro decreto da prefeitura do Rio deverá liberar a realização de eventos musicais e artísticos na cidade.

No entanto, com uma série de regras para minimizar os riscos de transmissão da Covid-19.

Entre as medidas que devem ser adotadas, está o teste de todo o público com antecedência de até 12 horas.

Para Werneck, mesmo assim, os presentes a esses eventos não estarão seguros, pois nenhum exame tem sensibilidade de 100%.

O prefeito Eduardo Paes edisse ainda que a meta da prefeitura é aplicar a primeira dose em 90% da população adulta até outubro.

E que acredita, portanto, na retomada das tradicionais no próximo ano, desde que os imunizantes continuem a ser entregues ao município com regularidade.

Ritmo de vacinação contra Covid-19 cai pela metade no Brasil 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Shuttertock

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