Anvisa aprova o uso emergencial de mais uma associação de anticorpos contra o novo coronavírus

Banlanivimabe e Etesevimabe, da Elli Lily, são indicados no tratamento das formas leve a moderada da Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na 8ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada realizada nesta quinta-feira (13), o uso emergencial da associação dos anticorpos banlanivimabe e etesevimabe no tratamento contra a Covid-19.

A saber, o medicamento é produzido pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil. 

Banlanivimabe e etesevimabe são anticorpos monoclonais, ou seja, substâncias produzidas em laboratório que, injetadas no organismo, atuam como todos os outros anticorpos presentes no corpo humano, identificando e neutralizando agentes invasores nocivos à saúde.  

Indicação 

Administrados juntos, em dose única, banlanivimabe e etesevimabe são indicados para o tratamento da Covid-19 nas formas leve a moderada, em adultos e crianças com 12 anos ou mais e que pesem pelo menos 40 quilos.

Esses pacientes devem apresentar ainda alto risco de progressão da doença para a forma grave ou também que possa levar à necessidade de internação.  

A associação não deve ser usada em pacientes que já estejam hospitalizados com Covid-19 ou que necessitem de oxigênio ou ventilação mecânica em seus tratamentos. 

O medicamento não poderá ser adquirido em farmácias. A autorização da Anvisa é para uso por hospitais. A incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da avaliação do Ministério da Saúde. 

Administração 

Banlanivimabe e etesevimabe devem ser administrados em ambiente hospitalar por infusão intravenosa.

O que significa que não é uma aplicação em seringa, mas similar às soroterapias.

A infusão deve ser feita, então, dentro de três dias do teste viral positivo e até dez dias após o início dos sintomas. 

Segurança e eficácia   

A eficácia do medicamento foi atestada por estudo clínico que apontou uma redução de 70% nos índices de hospitalização relacionada à Covid-19 e de óbitos por qualquer causa.  

Por ser um medicamento aprovado em uso emergencial, a segurança e a eficácia dos anticorpos continuarão, portanto, a ser avaliadas por estudos em andamento. 

Todavi,a os possíveis efeitos adversos incluem reação alérgica, febre, calafrios e coceira.  

Como foram observadas reações graves na administração de banlanivimabe, com ou sem etesevimabe, deverá, então, ser incluída na bula do medicamento a seguinte observação:

“Monitore clinicamente os pacientes durante a administração e observe os pacientes por pelo menos uma hora após a conclusão da infusão”.  

Preço 

O preço da associação será objeto de discussão na reunião do Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, no dia 27/5.  

Segunda associação de anticorpos contra a Covid-19 aprovado pela Anvisa  

A associação banlanivimabe e etesevimabe é o segundo medicamento para uso emergencial aprovado no Brasil para o combate ao novo coronavírus. 

No dia 20/4, a Anvisa autorizou o uso da associação de outros anticorpos monoclonais: casirivimabe e imdevimabe, produzidos pelas farmacêuticas Regeneron e Roche.  

As indicações e a forma de tratamento são praticamente as mesmas. 

A maior diferença entre os medicamentos é que o banlanivimabe e o etesevimabe não demonstraram capacidade de neutralizar a variante brasileira do novo coronavírus.

A Anvisa entendeu, porém, que se trata de um medicamento estratégico, com perfil de segurança favorável.

Além de ter  dados relevantes no tratamento da Covid-19.

Além disso, ainda também persiste um cenário de incertezas sobre o curso da pandemia, com alta taxa de transmissibilidade e óbitos. 

Terceiro medicamento aprovado no Brasil no combate ao novo coronavírus 

A Agência tinha aprovado no dia 12/3 o antiviral Rendesivir, um medicamento injetável produzido no formato de pó para diluição, que teve o registro concedido para o laboratório Gilead.  

Assim, as associações de anticorpos monoclonais casirivimabe + imdevimabe e banlanivimabe + etesevimabe formam, com o Rendesevir, o trio de medicamentos com indicação aprovada para o tratamento da Covid-19 no país.  

A diretora e relatora do processo que concluiu por autorizar o uso emergencial da associação banlanivimabe + etesevimabe, Meiruze Freitas, explicou, contudo, que a decisão da Anvisa se orienta pela ponderação dos potenciais benefícios para a saúde pública em comparação aos eventuais riscos decorrentes da atuação sanitária. 

“A expectativa com a autorização de uso emergencial e experimental de medicamentos contra a Covid-19 é sempre ampliar as opções terapêuticas e, principalmente, aliviar a carga em nosso sistema de saúde, diminuindo o agravamento das condições clínicas de pacientes com Covid-19 e o risco de morte. Compete a nós, servidores e diretores desta Agência, a missão de recorrer a todas as vias possíveis para fazer com que seja ampliada a lista de tratamentos disponíveis para os pacientes o mais rápido possível”, afirmou Meiruze.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Shutterstock

Indique para um amigo ... Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email
Print this page
Print

Deixe um comentário