Como é o novo tratamento para Alzheimer, o 1º aprovado em 18 anos

O aducanumabe não é uma droga milagrosa, e muitos médicos duvidam de seus benefícios, mas sua aprovação nos Estados Unidos será um grande impulso para a pesquisa e tratamento do Alzheimer

Um novo tratamento para o mal de Alzheimer foi aprovado nos Estados Unidos. É a primeira vez que isso ocorre desde 2003.

O aducanumabe tem como alvo a causa subjacente do Alzheimer, a forma mais comum de demência, ao invés de seus sintomas.

A saber, o aducanumabe tem como alvo a amiloide, uma proteína que forma aglomerados anormais no cérebro de pessoas com Alzheimer que podem danificar as células e, então, desencadear demência.

Incluindo problemas de memória e comunicação, além de confusão mental.

Em março de 2019, os testes internacionais em estágio final do aducanumabe, envolvendo cerca de 3 mil pacientes, foram interrompidos quando a análise mostrou que a droga, administrada em uma infusão mensal intravenosa, não era melhor em retardar a deterioração cognitiva do que um placebo.

No entanto, no final daquele ano, o fabricante americano Biogen analisou mais dados e concluiu que o medicamento funcionava, desde que fosse administrado em doses mais altas.

A empresa também disse que o tratamento diminuiu significativamente o declínio cognitivo.

A expectativa, então, é que sejam consideradas elegíveis para o aducanumabe pessoas que têm um diagnóstico definitivo da doença e estão na casa dos 60 ou 70 anos, ainda em um estágio inicial do Alzheimer.

O custo anual do tratamento é estimado em dezenas de milhares de dólares.

‘Momento histórico’

Na última década, mais de cem tratamentos potenciais para Alzheimer fracassaram.

As terapias atuais ajudam a controlar alguns sintomas e até atrasam um pouco a progressão da doença, mas se tornam ineficazes nos casos mais graves e avançados.

O próprio aducanumabe chegou a ser reprovado pela FDA em novembro passado. Na ocasião, a agência concluiu que ainda não se era possível comprovar a eficácia do tratamento para liberar seu uso.

Mas a decisão foi tomada na época já tendo em vista que o assunto seria reanalisado no primeiro semestre deste ano.

A droga foi aprovada sob uma via de análise acelerada, possibilidade criada para um medicamento usado para tratar uma doença grave.

E também que tenha uma vantagem terapêutica significativa sobre os tratamentos existentes.

Mas a chancela da FDA foi dada sob a condição de que a sua fabricante, a Biogen, faça um novo teste a partir do seu uso em pacientes para atestar sua eficácia.

A depender deste resultado, diz a FDA, a aprovação será mantida ou cancelada.

E afirmou também acreditar que a droga “transformará o tratamento de pessoas que vivem com a doença de Alzheimer e estimulará a inovação contínua nos próximos anos”.
Fonte: G1
Foto: Shutterstock
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