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Intolerância ao glúten: vacina para doença celíaca está em fase de testes

Por enquanto, única forma de tratamento é a dieta sem glúten duradoura

A indústria farmacêutica norte-americana ImmusanT anunciou que está iniciando a fase 2 de testes para a criação de uma vacina para doença celíaca. “Atualmente, não existem terapias modificadoras da doença para essa condição, e a única solução para os pacientes é a adesão estrita a uma dieta vitalícia e sem glúten. Nossa esperança é que, ao ajudar a restaurar a tolerância imunológica ao glúten, o Nexvax2 melhore a qualidade de vida e previna as sérias complicações da exposição crônica ao glúten em pacientes com doença celíaca. O desenvolvimento do Nexvax2 se alinha à nossa visão estratégica de transformar a forma como os pacientes com doenças autoimunes são tratados”, disse o diretor executivo da ImmusanT, Leslie Williams.

Administrado como uma injeção subcutânea, o Nexvax2 concluiu vários ensaios clínicos de Fase 1b, que forneceram dados que dão suporte à segurança e tolerabilidade, bem como à prova de mecanismo e eficácia. “Utilizando um novo painel de marcadores imunológicos associados à doença celíaca, identificado nos primeiros estudos clínicos, podemos acompanhar tanto os sintomas agudos quanto a resposta inflamatória subjacente após a exposição ao glúten. Isso ajuda a monitorar a eficácia do Nexvax2 na alteração do processo da doença. Temos grandes esperanças de que a imunomodulação com Nexvax2 possa ajudar a maioria dos pacientes celíacos a viverem sem medo da exposição inadvertida ao glúten e problemas de saúde associados”, projeta o diretor médico da ImmusanT, Ken Truitt. A Fase 2 do ensaio pretende inscrever aproximadamente 150 pacientes nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia.

Entenda a doença celíaca

A doença celíaca é uma patologia inflamatória crônica do intestino, mediada por células T, causada por uma reação auto-imune às proteínas do glúten da dieta em indivíduos geneticamente suscetíveis. Quando uma pessoa com doença celíaca consome proteínas do glúten em trigo, centeio e cevada, o sistema imunológico do indivíduo responde inadequadamente, causando ativação imunológica e sintomas digestivos agudos. Em última análise, essa reação à exposição contínua ao glúten causa inflamação crônica do intestino delgado e compromete sua capacidade de absorver nutrientes no corpo.

A doença celíaca está se tornando cada vez mais prevalente, e estima-se que, atualmente, atinja entre 2 e 3 milhões de americanos e 1% da população mundial. Com um número crescente de pacientes diagnosticados, há uma necessidade crescente de tratamentos melhorados. A única intervenção atualmente disponível é uma dieta sem glúten duradoura (GFD). Enquanto a GFD reduz a inflamação intestinal, mesmo pequenas quantidades de glúten ainda podem desencadear uma reação imunológica com sintomas que podem ser mais pronunciados do que antes da GFD. A enfermidade também impõe um fardo significativo, prejudicando a qualidade de vida e pode ser difícil de acompanhar, pois mesmo quantidades mínimas podem desencadear uma reação imunológica.

Fonte: Guia da Farmácia
Foto: Shutterstock

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