
No dia 24 de julho foi celebrado o Dia Internacional do Autocuidado. E durante o mês de junho último, a Editora Abril/Veja Saúde conduziu uma pesquisa com mais de 1.800 brasileiros, por meio da internet e redes sociais, com o objetivo de identificar alterações nas medidas de autocuidado da população em função da pandemia do novo coronavírus.
O estudo, realizado em todo o País, mapeou importantes mudanças no comportamento das pessoas no que diz respeito à utilização dos serviços de saúde, busca por informações e alterações dos hábitos alimentares e prática de atividade física.
Entre as alterações no comportamento do brasileiro, o levantamento retratou o receio em se contaminar ao ir a hospitais ou prontos-socorros para 56% dos pesquisados; um aumento de 9% na frequência de idas às farmácias; além da procura dos serviços de telessaúde, que cresceu em 10%.
As farmácias também são uma fonte de informação confiável para os brasileiros. O estudo apontou que 67% da população concorda que o canal presta uma boa atenção no que diz respeito à informação em saúde quando precisam comprar algum medicamento.
Quando na farmácia, 41% das pessoas procuram informação sobre o uso do medicamento; 21% se informam sobre os efeitos adversos; e 20%, sobre os sintomas.
“Esses dados refletem o investimento que o setor tem realizado na capacitação e no desenvolvimento dos seus profissionais para que eles ofereçam suporte e orientação aos brasileiros na compra dos medicamentos isentos de prescrição e demais produtos”, analisa a advogada e vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Sileci.
Além de conquistarem informações sobre a pandemia da forma que consideram mais segura, é no canal farma que o consumidor tem adquirido produtos para fortalecer a imunidade e cuidar de problemas de saúde de caráter mais leve.
A busca por suplementos vitamínicos e alimentares, por exemplo, aumentou em 18% após a pandemia; e as compras de fitoterápicos (medicamentos feitos com plantas medicinais) e de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) cresceram 12% e 8%, respectivamente. Além disso, as vendas de medicamentos prescritos por médicos aumentaram 7% e os preparados em farmácias de manipulação, 5%.
A pesquisa quantitativa, realizada ao longo do mês de junho em forma de questionário estruturado e publicada em sites e redes sociais da Editora Abril, contou com 1.874 respondentes, sendo que deste total, 70% mulheres e 30% homens; 57% entre 25 e 54 anos de idade; e 43% com 55 anos de idade ou mais.
“Nosso objetivo foi mapear os impactos da pandemia nos hábitos e comportamentos que envolvem o autocuidado e são fundamentais para a preservação da saúde, não somente durante a pandemia. E vimos que vários aspectos foram afetados positivamente, o que nos permite afirmar que esta crise deixará um legado positivo para nossa população no que diz respeito à maior consciência sobre o cuidado e a responsabilidade individual com a saúde e qualidade de vida”, concluiu Marli.
Foto: Shutterstock